Faz hoje cinco anos que você se foi… A saudade ainda dói aqui dentro, acho que nunca deixará de doer. Ha dias em que não penso muito em você, a vida é tão agitada que só paro para pensar nas orações antes de dormir, outros dias penso em você e choro, muito. Sinto a sua falta nas coisas mais pequenas e lembro de como me sentia segura quando te abraçava. Sinto falta dos seus conselhos e até das suas brigas e cobranças, que sempre foram muitas.
Não acostumo com essa perda, mesmo que as vezes, para os outros, tenha parecido fácil, ainda lembro do seu sorriso, das brincadeiras, das brigas em casa e na sala de aula, de passar e te ver sempre naquele escritório, de cabeça baixa, enfiada nos livros. Como era difícil olhar pela aquela porta e não te ver mais ali, ou no quarto e nem em nenhum lugar daquela casa que pareceu tão grande e vazia depois que você se foi.
Me sinto perdida varias vezes, sem saber um rumo certo a tomar e em várias áreas da minha vida porque só você como meu pai, meu amigo e meu professor saberia me indicar, me guiar pela estrada certa.
A dor ainda é grande, mas aprendi a conviver com ela, como uma doença que se sabe sem cura mas que também não te mata se você tomar cuidados e têm-se de aprender a lidar com ela. Assim é a saudade que sinto, sei que não vai passar, aprendi a conviver com ela, mas me faz sofrer de vez em quando e eu tento pensar que foi melhor para você como um remédio para não me deixar abater por essa dor.
Paizinho, onde quer que você esteja, saiba que eu te amo muito.

November 12th, 2007 at 12:28 am
Amiga te entendo muito bem…Minha vózinha Maria tbm se foi faz 6 anos e sinceramente eu convivo com essa ausência…tem dias que bem e outros não. Minha vó era aquela vozona super presente, ia todos os dias bater ponto na hora do café lá em casa e foi complicado vers eu banco vazio tdos os dias pela manhã…O que me conforta é acreditar que ela tá bem, muitas vezes a sinto, sua presença e sei que ela tá bem.
Um bjão amiga
November 12th, 2007 at 12:43 am
Para mim são 12 anos de saudade. A dor dimunui com o tempo, mas a lembrança não se esvai. Lindo texto. Sensível e terno. Bjkª. Elza
November 13th, 2007 at 1:05 am
As perdas de todos aqueles que nos são queridos são sempre um golpe extremamente duro e cruel nas nossas vidas, mas acredito sinceramente que nada do que é importante se perde verdadeiramente! Por vezes iludimo-nos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros, mas na verdade não perdemos nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser nosso para sempre! Assim é sempre reconfortante pensar que as incertezas do dia de amanhã são os elementos de uma vida nova mais generosa e mais justa, dessa forma, para me ajudar nessa concretização terei sempre a ajuda preciosa daqueles que partiram, porque são eles que com a recordação de todos os momentos felizes que partilhamos juntos me darão a força, a determinação e a energia necessária para continuar!
November 13th, 2007 at 3:43 am
Nossa Maira, essa experiencia e’ a pior possivel. Tb perdi minha mae… em Janeiro do ano passado e apesar do tempo amenizar um pc a dor, tem dias que a saudade e’ tanta que nao ha nada a fazer alem de chorar e chorar… Ainda mais quando sonho com ela, acordo com meu coracao doendo por nao a ter do meu lado de verdade. Perdi meus avos quando era mt pequena e nao me lembro mt bem. A morte dela foi a “primeira” que experienciei na vida e foi o pior momento pelo qual ja passei, nao existem nem palavras.
Mas temos que continuar indo em frente, mesmo doendo e sabendo que tanto minha mae como seu pai, estao ali do nosso lado, segurando nas nossas maos e nos conduzindo ao longo desse caminho.